Um diário filosófico não é apenas anotar sobre seu dia, Marco Aurélio em Meditações no livro 1, explica o que aprendeu de útil com aquelas pessoas em que ele cita, porque ele fez isso? Ele pegou os ensinamentos e modelou como um ideal a ser alcançado.
Quando o principal tutor de estoicismo de Marco, Júnior Rústico morreu, ele precisou encontrar uma nova maneira de seguir reto nos ensinamentos estóicos, foi a partir desse momento que ele começou a escrever o seu diário Meditações, por volta de 170 d.c.
Rústico tinha o papel de monitorar o imperador e avisar sobre seus erros na prática do estoicismo.
Perceba como é importante um diário filosófico, quando ele perdeu seu tutor, quem o fazia seguir os ensinamentos estóicos foi sua rotina de escrita e monitoramento de suas ações por meio das anotações.
O livro Meditações não tinha esse nome, o título do caderno era “Para mim mesmo”.
Devemos, portanto refletir sobre todas as contingencias e fortalecer nossas mentes contra os males possíveis.
Sêneca, Carta 91
Manter próximo a você o seu pensamento mais recorrente permite mapeá-los e frequentemente está buscando maneiras de solucioná-los.
Para ser firme e reto no ideal estóico, tanto Marco como Sêneca tinham seu diário filosófico para alcançar o objetivo ideal.
O imperador Marco Aurélio avaliava o seu dia com três perguntas:
– Onde eu errei?
– Quais as minhas vitórias?
– O que eu poderia ter feito? Ou naquela situação deveria ter agido de qual forma diferente?
A prática diária de avaliar nossas ações nos levam ao melhor conhecimento sobre nós e consequentemente dando margens para a identificação e aprimoramento dos nossos pontos fortes e fracos.
“Eu examino o meu dia inteiro e examino o que eu fiz e disse, não escondendo nada de mim mesmo, passando nada.” Sêneca
Já Sêneca analisava seu dia com quatro perguntas:
– De qual mau hábito me restringe hoje?
– Como eu melhorei?
– Foram minhas ações apenas?
– Como posso melhorar?
O diário filosófico permite ter noção de nossas fragilidades e de nossas virtudes, podemos identificar as áreas que estão sob negligência da nossa atenção, e partir para o aprimoramento delas.
Avaliar os pensamentos que rondam a nossa mente, as maneiras como reagimos tem seu grau de importância, visto que, a consciência dos nossos atos é fundamental no processo de evolução pessoal, intelectual e profissional.
Mantenha um caderno ou o seu próprio bloco de notas no celular para manter seus pensamentos organizados.
Se você não tem um amigo para avaliar seus próprios atos e saber se está ou não no caminho correto da prática estóica, a escrita é a sua melhor aliada. Ou se prefere ser mais moderno, use as reflexões acima e grave áudios sobre seu progresso em um grupo onde só tem você mesmo no WhatsApp.
Você acha que é interessante desenvolver o Premeditatio Malorum (premeditação da adversidade) em um diário filosófico?
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