
Viktor Frankl foi um neurologista e psiquiatra austríaco que passou por campos de concentração, incluindo Auschwitz.
Em seu cativeiro, Frankl presenciou horrores; ele fez trabalhos forçados duríssimos com frio, fome e o medo constante de ser executado.
Enquanto estava preso, perdeu quase todos os membros da família, incluído os seus pais, a sua esposa grávida, a única sobrevivente foi a sua irmã.
Um ano depois de ser libertado, lançou o livro: “Em Busca do Sentido” Também fundou a logoterapia, uma das escolas de psicologia mais influentes do século XX.
Acontece que os exercícios propostos por ele já eram praticados pelos estóicos 2 mil anos antes.

No livro “Em busca do sentido“, Viktor diz que a motivação básica é o sentido de vida, algo para poder fazer a diferença no mundo.
O filósofo francês, Albert Camus, dizia que a vida não tem sentido, mas como somos seres racionais precisamos encontrar propósito em algum lugar.
Para os estóicos o objetivo é ser virtuoso. Sêneca propõe o desenvolvimento do autocontrole por acreditar que o ser humano que vive em função da razão é mais feliz.
Logoterapia
Viktor Frankl dividiu a Logoterapia em três princípios:
criação, vivência e atitude.
O primeiro princípio é o valor de criação, quando você faz o que gosta é mais feliz, mesmo que seja como voluntário.
O segundo princípio é o valor da vivência, o que o mundo nos dá, como ouvir música, poder ver o pôr do sol, estar com os amigos, conviver com a família, amar e ser amado.
No estoicismo é chamado de Memento Vivere, é o que vem após compreender a morte (memento mori).
O terceiro princípio “O valor da atitude”, são coisas que acontecem sem nosso controle que Frankl chamou de tríade trágica: sofrimento, culpa e morte.
Você pode ficar sofrendo por uma situação indigesta, mas você tem a opção de olhar ela com um outro olhar.
Uma pessoa que está gravemente ferida pode ficar com raiva e reclamar de tudo, ou pode ter uma atitude positiva e olhar a situação visualizando as suas chances de reabilitação, também celebrar a união de seus familiares.
Esse exercício no estoicismo é a visualização negativa, visualizar o que de ruim pode acontecer e pensar na solução do problema. E memento mori, entender a sua finitude e valorizar as suas ações diárias, mesmo que sua condição não seja boa.
Para Frankl, entender e aceitar que nem tudo está sob nosso controle é um dos passos para alcançar a zona de crescimento, ou seja, abandonar o individualismo e pensar também nos outros.
O objetivo é ver as coisas como ela é, ser grato por sua vida, viver o presente mesmo que ele te cause dor.
Os estóicos chamam de dicotomia do controle, classificados por Epicteto como juízos (mente) e corpo, o primeiro podemos controlar o segundo não podemos controlar.
Viktor Frankl transformou o sofrimento em combustível para alcançar seus objetivos e aceitar a dor.
A segunda terapia que tem suas raízes no estoicismo é Terapia Cognitiva Comportamental, clica aqui e conheça a terapia que ajuda no tratamento da depressão e ansiedade.

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